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terça-feira, 19 de abril de 2011

Desde o final do Século XX que um novo conjunto de conflitos tem assumido especial destaque na geopolítica e geoestratégia Mundial. Conflitos como os registados no Afeganistão, de origem étnico-religiosa ou, mais recentemente, a vaga de revoluções, ou tentativa de revoluções, que tem assolado países do Norte de África e do Médio Oriente, têm assumido cada vez mais a atenção e uma resposta da Comunidade Internacional, ao nível diplomático ou, quando a diplomacia falha...

... ou se esgotam as soluções ditas “pacíficas”, ao nível de uma intervenção militar. Desta forma, Portugal, como membro integrante da União Europeia e da NATO e, por consequente, as suas Forças Armadas, tem vindo a dar o seu contributo através da participação em várias missões internacionais.
Neste contexto, a Força Aérea Portuguesa tem vindo a organizar e a promover, desde 2008, o Exercício Real Thaw que tem, como objectivo principal, proporcionar treino ao nível táctico para as forças participantes. Para tal, na elaboração e planeamento deste exercício, é dada especial atenção à criação de um cenário militar realístico, com uma forte componente de apoio a operações humanitárias, no qual se tentam simular situações típicas de conflitos da actualidade. A partir daqui são planeadas e executadas diariamente vários tipos de missões como extracção de não combatentes e apoio sanitário e logístico, com recurso a largada de tropas aerotransportadas, transporte táctico e protecção armada e apoio aéreo próximo.
A edição deste ano, Real Thaw 11 (RT11), decorreu entre 28 de Março e 8 de Abril e desenrolou-se a partir da Base Aérea 5, em Monte Real, onde ficou instalado o centro de coordenação do exercício, e do Aeródromo Municipal da Covilhã, que assumiu o papel de Base Aérea Táctica para apoio às operações que se desenrolaram principalmente na zona da Covilhã, Penamacor, Seia, Monfortinho e Meimoa.
No sentido de se obter um ambiente operacional combinado (multinacional) e conjunto (forças aéreas, marítimas e terrestres) semelhante ao das operações militares internacionais actuais, foram envolvidas forças nacionais, da Força Aérea, do Exército e da Marinha e forças dos Estados Unidos, da Bélgica, do Reino Unido e Espanha.
Tal como nos anos anteriores, os objectivos inicialmente propostos para o Real Thaw 11 foram cabalmente atingidos. Desta forma, aliado às boas condições logísticas oferecidas às congéneres estrangeiras, às que não são alheias as condições climatéricas favoráveis à realização deste tipo de operações no nosso País, este exercício assume, cada vez mais, um papel importante na projecção de Portugal e das suas Forças Armadas dentro e fora de fronteiras, ajudando a cimentar uma imagem de proficiência e de capacidade de planeamento e de execução da Força Aérea Portuguesa.

Agradecimentos: a Diana e Floriano Morgado (SmokeOn) pelas fotos (Spotter's Day Real Thaw 2011 - BA 5) que acompanham este apontamento.
Nuno Martins

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