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sábado, 28 de janeiro de 2012

A Esquadra 502 "Elefantes" comemora hoje o seu 57º Aniversário com um convívio que reúne várias gerações de militares que, ao longo de um já vasto historial, serviram nesta emblemática Esquadra. Dias antes, a 24, a efeméride fora assinalada com uma Cerimónia Militar. As suas origens remontam aos primórdios da própria Força Aérea Portuguesa, mas o seu legado vai ainda mais longe, até ao ano de 1937, quando Portugal adquiriu aviões Junkers Ju-52/3m para a Aeronáutica Militar.
Só mais tarde, já depois da criação da Força Aérea Portuguesa como Ramo independente das Forças Armadas surge em Tancos, a 11 de Janeiro de 1955, a Esquadrilha de Ligação e Treino que, em Abril do ano seguinte daria lugar a uma Esquadra Mista, no seio da qual foi formada uma esquadrilha (Esquadrilha de Transporte) para operar estas aeronaves.
Nos anos que se seguem esta Esquadra Mista iria conhecer duas designações diferentes até que, em 1971, passa a ser designada por Esquadra 32 e, pouco depois, passa a operar aeronaves Nord Aviation "Nordatlas" em conjunto com os Junkers Ju-52 até à desactivação destes em 1976.
Em 1974 começam a ser entregues a Portugal aparelhos CASA C-212-100 Aviocar, inicialmente encomendados para suprir a necessidade de aviões de Transporte Táctico no Ultramar, para onde nunca chegaram a ser enviados. Os primeiros quatro foram imediatamente colocados na Base Aérea nº. 3 em Tancos ao serviço da Esquadra 32.
A partir de 1978, com a restruturação da Força Aérea, são formadas em Tancos a Esquadra 111 para treino pilotos em plurimotores e de navegadores e a Esquadra 502, que sucede à Esquadra 32, herdando as suas instalações, material e efectivos. A Esquadra passa a marcar presença na Região Autónoma da Madeira através de destacamentos compostos por uma aeronave e respectiva tripulação, garantindo o desempenho de várias missões no Arquipélago com os Aviocar até finais de 2007.
Em Outubro de 1988 tem início o Destacamento da Força Aérea Portuguesa na República de São Tomé e Príncipe desempenhado pela Esquadra 502 até Maio de 2007.
Em 1993 a Esquadra 111 é desactivada, sendo as missões de que era responsável absorvidas pela Esquadra 502 que, conjuntamente com o Aviocar, é transferida para a BA 1 a 6 de Julho por extinção da Base Aérea 3 em Tancos. Neste ano inicia as missões de apoio à Guerra Electrónica com duas aeronaves especialmente equipadas para o efeito, missões que efectuou até 2003 com interrupção entre a segunda metade de 1994 e 1996.
Por solicitação da NATO, militares e um Aviocar da Esquadra 502 formaram, durante quatro meses, a partir de 15 de Janeiro de 1996, um destacamento com base em Nápoles que, sob comando da IFOR, participaria activamente na operação “Joint Endeavour” de apoio às forças de manutenção de paz na Bósnia.
A Esquadra 711 a operar os C-212 na BA 4 é desactivada em Janeiro de 2007 e, a partir de Abril até ao fim desse ano, a operação do Aviocar nos Açores passa a ser garantida por Destacamentos da Esquadra 502.
A assinatura do contrato para aquisição de 12 aeronaves CASA C-295M, para substituir os Aviocar, veio dar início a uma nova era no historial da Esquadra 502. Em Janeiro de 2009 a 502 é transferida para a Base Aérea nº.6 no Montijo e, um mês depois, dá início à operação dos primeiros dois aparelhos entregues.
Após a entrega da totalidade dos C-295 a Esquadra 502 passou a operar aeronaves C-295M na versão de Transporte Aéreo Táctico e na versão VIMAR. Efectua operações de transporte aéreo, de busca e salvamento, de vigilância marítima, e de reconhecimento e fotografia aérea.
Está presente nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, onde opera em Destacamentos Permanentes, na Base Aérea Nº4, Lajes, e no Aeródromo de Manobra Nº3, Porto Santo, cumprindo missões no âmbito da segurança humana e apoio às populações. Recentemente a Esquadra cumpriu operações de vigilância marítima, com várias missões efectuadas, no âmbito da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional das Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (FRONTEX).
Com uma frota que conta já com mais de 7.700 horas de voo, fruto da sua rápida introdução operacional e da excelente adaptação e preparação dos militares que as operam, a Esquadra 502 "Elefantes" tem demonstrado estar preparada para cumprir um vasto número de missões, de natureza diversa, intervindo, quer em Portugal quer no exterior, sempre "Sobre as asas ínclitas da fama".

Recordando o 50º Aniversário da Esquadra:
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