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sexta-feira, 15 de março de 2013

Após muito recentemente ter contribuído para que a frota de aeronaves que actualmente opera ter alcançado a marca das 50.000 Horas, a esquadra de voo mais antiga da Força Aérea Portuguesa comemorou, no passado dia 28 de Fevereiro, o seu 60º Aniversário.
A Esquadra de Instrução nº103, "Caracóis", tem a sua génese em 1953, no seio da Esquadra 20, sediada na Base Aérea nº2, na Ota. Estando intrinsecamente ligada ao início da “era dos jactos”, tem acompanhando todas as diferentes fases do desenvolvimento da aviação a reacção na Força Aérea Portuguesa até aos dias de hoje, mantendo a mesma missão ao longo do tempo, em torno de um objectivo comum – a formação de pilotos.
Começou por operar aviões Republic F-84G Thunderjet e integrou os primeiros Lockheed T-33A Shooting Star recebidos em Portugal. Em 1957 é transferida para a Base Aérea nº3, em Tancos passando, no ano seguinte, a denominar-se Esquadra de Instrução Complementar de Pilotagem em Aviões de Combate (EICPAC), designação de se mantém nos dias de hoje.
A EICPAC regressa à Ota em 1960. Com o acender dos conflitos nas ex-colónias, os F-84 foram transferidos para o Ultramar, passando a esquadra a operar exclusivamente aeronaves T-33. No final de 1974 é transferida para a Base Aérea nº5, em Monte Real.
Os anos de 1977 e 1978, são anos de grandes reestruturações orgânicas na FAP, a que não é alheia esta esquadra, que muda a designação para Esquadra 103.
Os seis Northrop T-38A Talon entregues à FAP em 1980 são integrados na Esquadra 103, juntamente com outros seis já recebidos em 1976. Finalmente, em Janeiro de 1987, a Esquadra 103 foi transferida para a Base Aérea nº11, em Beja, onde opera actualmente.
Em 1988 inicia-se a desactivação progressiva da frota de T-33 e, em 1993 a frota T-38 é completamente desactivada. A fase seguinte da Esquadra 103 foi dedicada à adaptação a uma nova aeronave, desta feita o Dassault-Bréguet/Dornier Alphajet A.
Até aos dias de hoje, várias alterações foram introduzidas à missão e cursos ministrados na Esquadra, fruto da evolução das necessidades na formação de pilotos.
Foi no seio desta Esquadra que se recuperou, na FAP, a tradição da acrobacia aérea em aviões de reacção. Após uma curta aparição no final dos anos 90 com uma formação de 6 aeronaves, a Patrulha "Asas de Portugal" ressurgiu, com Alphajet, em Maio de 2005 no formato de parelha de exibição. O culminar de um processo iniciado em 2001 e que se manteria até 2010.
Não sendo possível fazer uma previsão a longo prazo para as necessidades de formação a este nível, estima-se que esta Esquadra continue a manter a tradição na formação de qualidade dos pilotos da FAP, nomeadamente na formação dos pilotos-aviadores destinados às Esquadras de F-16, continuando a fazer jus ao lema: “Caracóis, Sempre no Ar”.

(Texto resumido do artigo publicado em Abril de 2011)

Para assinalar o 60º Aniversário, realizou-se um encontro de "Caracóis" que reuniu várias gerações de pilotos que passaram por esta esquadra de voo e que contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General José Pinheiro.


O Walkarounds agradece à Esquadra 103, na pessoa do seu Comandante, a possibilidade de ter marcado presença no encontro que assinalou o Aniversário dos "Caracóis".

60º Aniversário Esquadra 103 "Caracóis"

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