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terça-feira, 22 de abril de 2014

Em Março de 1954, a então jovem Força Aérea Portuguesa (FAP) recebeu uma frota de três Grumman SA-16A Albatross, cedidos pelos Estados Unidos ao abrigo do programa de ajudas Military Defense Assistance Program (MDAP). Estes são integrados na Esquadra 41, baseada na BA 4, onde prestaram valiosos serviços até 1961, altura que é retirado o último aparelho operacional da frota.
São utilizados com bastante eficácia em inúmeras missões busca e salvamento nomeadamente aos pequenos barcos de pesca da frota insular, como também no apoio às populações das diferentes ilhas, muito em especial pela sua versatilidade, pela possibilidade de poder amarar no oceano e também nas lagoas vulcânicas do arquipélago.
Lamentavelmente a frota viu-se reduzida a dois e mais tarde a um aparelho, em consequência de acidentes, sendo o último exemplar sobrevivente vendido ao Ejercito Del Aire Espanhol, onde continuou a voar até 1978.

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3 comentários:

  1. Mais um grande trabalho! Excelentes fotografias. Obrigado pela partilha.

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    1. Em nome da Equipa do Walkarounds o nosso muito obrigado!

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  2. Há alguns dias foi possível recolher o relato de uma testemunha ocular do primeiro acidente com o SA-16 nº7103. Apesar de não ter sido possível aferir da data precisa (ocorrência confirmada antes de 1957) o testemunho do Sr. Afonso Henriques Ferraz descreve e apresenta os motivos para o sucedido:

    "Eu assisti a um acidente com um SA-16A, na BA4. Estive colocado dessa Base de 1954 a 1957. Estava na Torre de Comando e assisti à descolagem desse avião no sentido das Lajes para a Praia. Tinha acabado de recolher o trem, quando se viu sair muito fumo de um dos motores. Sobre a baía da Praia fez uma volta de 180 graus e apesar do vento ser forte, forçou a aterragem. A pouca altura e antes do cabeço da pista, foi avisado de que o trem não tinha sido baixado. O piloto ainda accionou a descida do trem mas uns segundos antes de embater no solo o mesmo foi recolhido. Foi uma amaragem perfeita em seco. Já desacelerado tombou sobre o flutuador direito e imobilizou-se."

    Adianta ainda o Sr. Afonso Henriques Ferraz, sobre o segundo acidente desta aeronave, que ditou a sua perda:

    "O acidente seria o que aconteceu com o Gen. Rangel de Lima em que o avião foi afundado a tiros de canhão pela Marinha em consequência de uma amaragem em que se partiu um dos flutuadores (...) recordo-me do que li na imprensa na altura, que relatava o afundamento do avião que ficou a flutuar que tinha um flutuador partido o que que consistia um perigo para navegação. Foi um patrulha que estava em S. Miguel que o afundou a tiro. Julgo que foi perto dessa ilha o acidente."

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