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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Um destacamento da Força Aérea Portuguesa, constituído por cinco aeronaves F-16 (4 + 1 reserva), 12 pilotos e 37 militares de manutenção e apoio participou, pela primeira vez, no exercício multinacional Frisian Flag, que decorreu entre os dias 31 de Março e 11 de Abril, a partir da Base Aérea de Leeuwarden, na Holanda.
Beneficiando da operação de uma aeronave análoga, as EPAF têm desenvolvido esforços na implementação de iniciativas partilhadas, não só no desenvolvimento do seu sistema de armas, mas também na minimização dos custos de operação e na exploração de novos conceitos de emprego da NATO Response Force (NRF). É neste conceito que se insere o Frisian Flag. Este é um exercício anual, no âmbito da EEAW - EPAF Expeditionary Air Wing, organizado pela Força Aérea da Holanda, que tem por objectivo treinar missões em ambiente multinacional, por forma a melhorar a exploração de sinergias e uniformizar a sua aplicação em operação em cenários reais de resposta a uma situação de crise.
No decorrer do exercício são criadas situações que requerem intervenção contra ameaças aéreas e terrestres, beneficiando de um vasto espaço aéreo que se estende por território Holandês, Dinamarquês e Alemão. As operações incluem missões defensivas, como a protecção de alvos no solo e de forças terrestres, bem como missões ofensivas, como ataques aéreos pré-planeados, obtenção de superioridade aérea e escolta a outras aeronaves, a supressão de sistemas de defesa aérea do inimigo, identificação de alvos por controladores de tráfego aéreo avançados ou por forças especiais no terreno, e patrulhamento aéreo de combate.
Para além da Força Aérea Portuguesa participaram na edição de 2014 do Frisian Flag forças dos restantes quatro países EPAF: Bélgica, Dinamarca, Noruega e Nação anfitriã, Holanda. Aos F-16 destes Países uniram-se Eurofighter Typhoon de Alemanha e Espanha, F/A-18C da Finlândia (dois tipos de aeronave apenas envolvidas em missões ar-ar) e um Falcon DA-20 do Reino Unido para desempenhar missões de guerra electrónica. A apoiar as operações aéreas esteve ainda uma aeronave E-3F da França e um C-130H Holandês em missões de escolta (slow mover).
Paralelamente decorreu o primeiro exercício Europeu de reabastecimento ar-ar (EART - European Air-to-Air Refuelling Training), envolvendo três diferentes aviões-tanque: KDC-10 Holandês, A310 MRTT Alemão e KC-767A Italiano, a voar desde a Base Aérea de Eindhoven como base avançada de operações. Esta realização simultânea permitiu tirar proveito das operações aéreas conjuntas de um elevado número de aeronaves, trazendo a ambos os exercícios um cariz ainda mais realístico.
Por dia foram voadas duas missões de larga escala (a primeira descolagem marcada para as 8h00 e a segunda para as 12h00), cada uma delas envolvendo cerca de 45 aeronaves a descolar em sequência. A maioria das missões desenrolam-se em espaço aéreo reservado do Mar do Norte. Algumas missões têm lugar sobre a área costeira Marnewaard, localizada a nordeste de Leeuwarden, com forças terrestres e ameaças superfície-ar. A localização próxima de espaços aéreos reservados, com limitado tráfego aéreo comercial, faz de Leeuwarden o local ideal para um exercício aéreo desta dimensão.
A quantidade de meios e de pessoal envolvidos, bem como o elevado número de aficionados da fotografia que, pelo fácil acesso e relativa proximidade das zonas de descolagem e aterragem das aeronaves na Base Aérea, são atraídos a este local fazem valer a esta cidade o cognome de “Fightertown”.

O Walkarounds agradece a José Carvalho (AeroFlash 101) o envio e partilha de fotos que compõem a galeria que acompanha este apontamento.

Galeria Fotográfica

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