Cumprem-se hoje, 17 de Junho de 2013, 20 Anos sobre um dos eventos mais marcantes da História recente da Aviação Militar Portuguesa. Junho de 1993 ficou marcado, entre outros acontecimentos ocorridos num ano de profundas mudanças no seio da Força Aérea Portuguesa, pela desactivação da frota FIAT G.91, quase 30 anos depois do início da sua operação. Uma frota que provou ser fundamental não apenas nos teatros de guerra ultramarinos como também no pós-guerra e que viria a marcar várias gerações de militares que com eles conviveram e cujas vidas, muitas vezes, deles dependeram. Uma frota que viria a deixar um legado muito forte e que contribuiu para criar uma identidade muito distinta e um espírito jamais igualado no seio da Esquadra 301 "Jaguares".Em jeito de homenagem a estas aeronaves, e aos últimos homens que nestas voaram, o Walkarounds recupera um artigo originalmente publicado em Março de 2012 sobre a aeronave que ostenta o esquema de pintura que assinala a passagem dos FIAT G.91 por Portugal e sobre os últimos dias de operação da frota, devidamente revisto e ao qual foram adicionados factos e fotos anteriormente não divulgados.
Junho de 1993 ficou marcado pelo virar da última página na carreira do FIAT G.91 ao serviço da Força Aérea Portuguesa. Os últimos voos operacionais destas aeronaves, na época entregues à Esquadra 301 “Jaguares”, estacionada na Base Aérea nº.6 (BA6) no Montijo, ocorreram a 15 desse mês. Dois dias depois chegava oficialmente ao fim a carreira do G.91 numa cerimónia marcada pela passagem em formação dos últimos aparelhos operacionais sobre a Base. Pelo meio a apresentação do avião que viria a assinalar a passagem dos FIAT G.91 por Portugal...
Desde a chegada dos primeiros FIAT G.91 à Força Aérea Portuguesa (FAP) em 1966, até à sua retirada oficial em 1993, que os aparelhos recebidos foram sendo retirados de serviço, por diversas razões que vão desde as perdas em combate, aos acidentes, à canibalização, ou ainda, mais recentemente, pelo abate ao abrigo do acordo de redução de armas convencionais(...) Nos dias de hoje, entre os que escaparam quer à guilhotina, quer aos infortúnios da sorte, contam-se cerca de 46 aparelhos, espalhados pelo país, em 23 locais. Pese embora nem todos os locais sejam de fácil acesso, aqui fica o seu roteiro...


