AMARC, Davies Monthain, Tucson, Arizona, Estados Unidos da América. Nos primeiros meses de 1999 um grupo de militares acompanha os preparativos para o envio do segundo conjunto de aeronaves F-16 adquiridos por Portugal para, ao abrigo do Programa “Peace Atlantis II”, equipar a Força Aérea Portuguesa. Um processo que teve início em 1996 quando a FAP avançou com um pedido para a aquisição aos Estados Unidos de um total de 25 aeronaves F-16, em segunda mão, e que conduziu à transformação de toda a actual frota de aeronaves operacionais para o padrão MLU, colocando Portugal e a Força Aérea Portuguesa ao nível das suas congéneres operadoras destas aeronaves.Não querendo apresentar um trabalho sobre todo o Programa, o Walkarounds apresenta aqui um conjunto de fotos históricas que remontam a esses dias de 1999 em que as aeronaves começaram a ser enviadas para Portugal, agradecendo a António Neto pela partilha e por todos os esclarecimentos prestados.
Terminou, no passado dia 3 de Dezembro o Operational Flight Program (OPF) de implementação da actualização M6.5 das aeronaves F-16 dos países que compõem a EPAF (European Participating Air Forces) com a realização, na Base Aérea 5 em Monte Real, do OT&E (Operational Testing and Evaluation). Derradeiro estágio de implementação das
Depois de ter assumido semelhante missão em 2007, Portugal envia, pela segunda vez desde que a NATO assumiu a defesa aérea dos Estados do Báltico (Estónia, Lituânia e Letónia) em Março de 2004, um destacamento composto por 70 militares e 6 aeronaves F-16 para assumir o policiamento do espaço aéreo destes Países, uma vez que estes não possuem meios próprios que garantam o desempenho das operações necessárias.
Decorreu, no passado Domingo 13 de Julho o Dia de Base Aberta da BA5, Monte Real, culminar de uma semana de eventos dedicados ao assinalar do 20º Aniversário da Frota de aeronaves F-16 ao serviço da Força Aérea Portuguesa. Com a promessa, cumprida, de um dia passado bem perto destas máquinas, a Base contava bem cedo, ainda muito antes da hora da abertura de portas, com uma considerável moldura humana, aguardando pacientemente do lado exterior, deixando antever uma grande afluência de público durante o resto do dia. Segundo números oficiais,
A 1ª fase (operações ar-ar) da edição de 2014 do Fighter Weapons Instructor Training (FWIT) está prestes a terminar. Este curso, que decorre desde 22 de Abril e prolongar-se-á até 24 de Outubro próximo, conta com a participação de um destacamento de 32 militares da Força Aérea Portuguesa que inclui Pilotos Instrutores, Pilotos Alunos e pessoal de manutenção e operações. Além de pessoal deslocaram-se para Leeuwarden na Holanda 5 aeronaves F-16 para emprego em instrução e também para desempenhar activamente missões de intercepção aérea e combate ar-ar.
Um destacamento da Força Aérea Portuguesa, constituído por cinco aeronaves F-16 (4 + 1 reserva), 12 pilotos e 37 militares de manutenção e apoio participou, pela primeira vez, no exercício multinacional Frisian Flag, que decorreu entre os dias 31 de Março e 11 de Abril, a partir da Base Aérea de Leeuwarden, na Holanda.
Um destacamento da Força Aérea Portuguesa, constituído por cinco aeronaves F-16, 4 pilotos e 35 militares de manutenção e apoio participou, entre os dias 13 de Janeiro e 7 de Fevereiro, no primeiro "Flying Course" de 2014 do
As aeronaves são operadas em vários tipos de missões em quaisquer condições de tempo e de visibilidade sendo, para tal, equipadas com diversas configurações de armamento, podendo este ser de treino ou mesmo real. Pilotos e pessoal treinam e colocam à prova equipamento e procedimentos aperfeiçoando, através da prática, o seu elevado estado de prontidão...
Fazendo parte das Forças Nacionais atribuidas à NATO, com capacidade de serem destacados para onde solicitados, os militares da Esquadra 201 "Falcões", incluindo todo o pessoal de apoio, realizam inumeras vezes destacamentos fora da sua Unidade base. Para além da realização de múltiplas missões aéreas, o objectivo é o de por à prova todas as capacidades e operações do destacamento. (continua...)
Um dia normal de operações de "Falcões" e "Jaguares" pode dividir-se em dois períodos de voo, habitualmente um de manhã e um de tarde, com saídas de várias aeronaves em cada, ocorrendo por vezes um período reservado para missões nocturnas. Após o briefing de preparação de missão os pilotos encaminham-se para as aeronaves dispersas por vários abrigos. Aí realizam uma inspecção prévia ao longo de todo o perímetro da aeronave antes mesmo de ocupar o seu lugar na carlinga. Antes das aeronaves se dirigirem para a cabeceira da pista, cabe ao pessoal das operações realizar as últimas inspecções a sistemas críticos, remover as diversas cavilhas de segurança ainda colocadas nas aeronaves e auxiliar os pilotos a executar, entre outras, as verificações finais das superfícies de controlo de voo, comunicando com estes via rádio e através de uma curiosa "coreografia" de gestos. Todos os sistemas verificados... pronto para voo... siga!
Na Base Aérea nº5 em Monte Real, lar das duas Esquadras de Caça da Força Aérea Portuguesa, a actividade aérea é intensa, fazendo desta Base uma das mais movimentadas do País. A partir daqui "Falcões" da Esquadra 201 e "Jaguares" da Esquadra 301 operam em conjunto aeronaves F-16 MLU, equipadas com os mais recentes equipamentos disponíveis para este avançado sistema de armas. Têm como missão principal a Luta Aérea defensiva e ofensiva constituindo a primeira linha de defesa do Espaço Aéreo Nacional contra o mais variado tipo de potenciais ameaças mantendo, para tal, uma parelha de aeronaves em permanente estado de alerta. Assumindo também um papel de destaque através da participação em exercícios e missões Nacionais e Internacionais, só a realização de inúmeras saídas no desempenho de múltiplas missões de treino e instrução de pilotos permite alcançar a necessária preparação e um elevado estado de prontidão. (continua...)
A Força Aérea Portuguesa participou, pela terceira vez, no FWIT – Fighter Weapons Instructor Training. Este curso, realizado no âmbito da EPAF – European Participating Air Forces, é considerado o mais importante do género na Europa e tem como objectivo formar Pilotos Instrutores para operar e instruir no emprego táctico da aeronave F-16 e seus sistemas de armas de forma eficaz e segura e, se necessário, aplicar os seus conhecimentos em eventuais operações reais de uma Esquadra de Combate. O FWIT, que já vai na sua 15ª edição, ocorre duas vezes em cada três anos. Tem uma duração extensa de entre seis a sete meses englobando uma componente de voo e uma outra académica. Este ano coube à Força Aérea Portuguesa a responsabilidade de acolher parte da componente de voo pela primeira vez na história do curso.
Realizou-se a 9 de Novembro de 2010, na Base Aérea 5, em Monte Real, a Cerimónia que assinalou o fim do Programa de Modificação dos Motores F100-PW-200C, com a entrega do 25º e último motor F100-PW-220E. A decisão de transformação destes 25 motores na Base Aérea de Monte Real, obtidos a custo zero ao abrigo do Programa Peace Atlantis II de aquisição da segunda Esquadra de F-16, foi tomada há cerca de dez anos, tendo sido entregue o primeiro motor 220E em 4 de Janeiro de 2003.
No passado dia 18 de Outubro deu entrada na OGMA o F-16A OCU nº15115 para dar início aos trabalhos do processo de conversão MLU. Volvidos quase 9 anos desde o início deste processo de modernização da frota F-16 da Força Aérea Portuguesa na OGMA(*), nada de especial faria assinalar esta data, não fora o "15115" um aparelho dotado de tão profundo e forte simbolismo, fruto do soberbo trabalho de pintura que, durante pouco mais de um ano, ostentou.


